terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
POESIA!!!
Ficamos bastante comovidos e felizes!!!
Segue o poema:
KINTARÔ
1
Kintarô é um boteco da Liberdade
o melhor boteco da Liberdade
e talvez o melhor boteco do mundo
uma vez um amigo me disse que
como eu não conhecia todos
os botecos do mundo
não tinha o direito de eleger o melhor —
eu estava animado com o bar do Ademar
em Picinguaba
e tinha lá meus motivos —
mas sendo esse amigo um grande chato
e eu o dono do poema
repito para quem quiser ouvir
Kintarô é um boteco da Liberdade
o melhor boteco da Liberdade
talvez o melhor boteco do mundo
2
a história de Kintarô
personagem do folclore japonês
conforme me contaram no Kintarô ontem à noite
é a seguinte —
Kintarô era órfão de pai
que tinha sido comido por um urso
e trabalhava para sustentar a mãe
um dia Kintarô entrou na floresta
encontrou o urso
e lutou com ele até quase matá-lo
então chegou o filho do urso
e implorou para Kintarô poupar a vida de seu pai
Kintarô atendeu ao pedido do ursinho
e um samurai amigo de seu falecido pai
entusiasmado com sua valentia
e com seu nobre coração
fez de Kintarô um samurai
Kintarô foi um extraordinário samurai
a melhor parte da história vem agora
nos dias de folga
quando Kintarô visitava sua mãe
aproveitava para ir até a floresta
lutar sumô com o urso —
o Kintarô da Liberdade
é frequentado por sumotoris
e aficionados por sumô de modo geral
e há uma tabela do campeonato japonês na parede
o Kintarô da lenda
é representado por um garoto simpático
que leva um machado às costas
pois antes de se tornar samurai
Kintarô era lenhador
3
em Paris
existe um restaurante japonês
também chamado Kintarô
o Merinho que me falou
e depois Milton Ohata mandou a foto
PAPO DE BOTECO COM JB
Whisky de expedição feita 100 anos atrás é achado na Antártida
Bebida estava em cabana utilizada pelo famoso explorador Ernest Shackleton e que está sendo restaurada
Associated Press
Divulgação/NZAHT
Restauradores encontraram cinco caixas de whisky e duas de brandy dentro de cabana
WELLINGTON - Cinco caixotes de whisky escocês e dois de brandy foram recuperados por um grupo que restaura uma cabana na Antártida, usada mais de 100 anos atrás pelo famoso explorador Ernest Shackleton.
O gelo quebrou algumas das garrafas que foram deixadas no local em 1909, mas os restauradores disseram nesta sexta-feira, 5, que têm certeza de que os caixotes contêm garrafas intactas "já que o líquido pôde ser ouvido quando os caixotes foram movidos". O líder do grupo do New Zealand Antarctic Heritage Trust, Al Fastier, disse que eles acreditavam que não havia caixotes e ficaram surpresos em encontrar cinco deles.
O grupo Whyte & Mackay, atual proprietário da destilaria McKinlay and Co. quer recuperar amostras do whisky para testá-las e, assim, decidir se vai relançar a antiga bebida.
Fastier disse que os restauradores encontraram os caixotes sob o piso da cabana em 2006, mas eles estavam muito fundos no gelo para serem retirados. Os neozelandeses concordaram em perfurar o gelo e tentar pegar algumas garrafas, embora as demais devam permanecer, de acordo com as diretrizes de conservação do Tratado Antártico.
"A descoberta inesperada dos caixotes de brandy, fabricados pela Mackinlay & Co e pela The Hunter Valley Distillery Limited Allandale são um bônus", disse Fastier.
Alguns caixotes de quebraram e formou-se gelo em seu interior. Fastier disse em comunicado que fará a extração do conteúdo de forma delicada, mas a organização vai decidir o que fazer nas próximas semanas.
Richard Paterson, mestre da Whyte and Mackay, cuja empresa forneceu a bebida para Shackleton, descreveu a descoberta como "um presente dos céus para os amantes de whisky". "Se os conteúdos puderem ser confirmados, extraídos com segurança e analisados, a mistura original poderá ser replicada. Tendo em vista que a receita original não existe mais, isso pode abrir a porta da história", disse ele em comunicado.
A expedição de Shackleton ficou sem suprimentos durante sua jornada para o polo Sul, a partir da costa antártica, realizada entre 1907 e 1909 e voltou quando estava a cerca de 160 quilômetros de seu objetivo.
A expedição deixou o local em 1909 quando o gelo de inverno se formava, deixando para trás vários materiais, incluindo o whisky e o brandy.
.........
Essa quem mandou para mim foi Arnone que, como um bom amante do malte, salivava só na possibilidade de mandar ver um Whiskão centenário!
Abraços!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Zé e Valtão
sábado, 30 de janeiro de 2010
Beer Diet
eheheheh... Muito boa essa!
Aos que estejam alcolizados acompanhando este blog: isso tudo é mentira, heim!
Abraços!!!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
KINTARO VANCOUVER
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Conhecedor de boteco
Abraços!!!
"Sou um grande apreciador de botecos desde a minha inicialização etílica.Desse dia em diante então tenho freqüentado os mais diversos tipos de estabelecimentos. Sempre tive preferência pelos botecos devido ao ambiente mais informal e descontraído. Depois das mais diversas experiências, acabei adquirindo um certo “know how”sobre estes estabelecimentos.
De posse dessas informações segue uma lista com os oito itens para reconhecer um verdadeiro boteco. Obviamente os itens e os critérios desta lista são totalmente pessoais e baseados, como eu já disse, nas minhas experiências e o fato de alguns deles não se encaixarem ao seu boteco favorito não faz com que ele deixe de ser um bom boteco. Aliás, longe de mim ter tamanha pretensão.
Mas se você quer saber se aquele bar é de fato um boteco genuíno, as características listadas abaixo são um bom parâmetro.
Portanto, sem mais delongas, vamos as “8 dicas para se reconhecer um verdadeiro boteco”:
LOCALIZAÇÃO
Como veremos adiante, botecos não são freqüentados por pessoas que seguem modinhas ou procuram por lugares badalados e que estão bombando. Por isso os bons botecos estão normalmente localizados em bairros residenciais, longes das áreas principais, ou no máximo nos pontos menos movimentados das regiões centrais. (oh yeah!)
FREQÜENTADORES
São em sua maioria pessoas tranqüilas, que vão lá com freqüência. Nunca estão sozinhos, mesmo que tenham chegados ao local desacompanhados. Os freqüentadores dos verdadeiros botecos se conhecem e interagem entre si sem muita cerimônia. Botecos não são ambientes formais. Para fazer parte deste grupo basta fazer o mesmo que os clientes mais antigos. Freqüentá-lo e interagir. (oh yeah!)
CARDÁPIO
Normalmente não há (nunca tivemos mesmo!). Quando existem se resumem a uma folha de papel feita a mão e copiada com papel carbono ou ainda uma folha impressa plastificada e já borrada. Os mais clássicos utilizam um quadro na parede com o cardápio feito com letras de plástico (nós tinhamos isso, mas tiramos depois que percebemos que praticamente todos os clientes já conheciam o cardápio e o preço de cor e salteado!!!). ROOTS.
BEBIDAS
Basicamente cerveja. O nível das bebidas varia, é claro, de acordo com o nível do estabelecimento. É Preciso ter um portfólio variado para agradar aos mais diversos tipos de clientes. Um bom boteco, padrão, deve ter na geladeira marcas como Belco, Polar e Fass, as populares Brahma, Antartica e Skol e algo um pouco mais requintado como Bohemia, Antartica Original e Serra Malte (ahá! Segundo essa classificação, somos um boteco requintado!!!). Lugar de tomar Guiness é em um Irish Bar.
O boteco de qualidade deve oferecer outros tipos de bebidas para seus freqüentadores. Podemos destacar os conhaques e whiskeys. É imprescindível ao bom boteco ter uma boa variedade de cachaça, aguardente ou pinga como preferir, dos mais variados tipos. Esta é a bebida típica do boteco.
Nota: ainda que venda destilados como vodka ou rum, boteco não é lugar para DRINKS. Deve-se no máximo misturá-los algum refrigerante ou puro com gelo. Drink de boteco é rabo de galo (devo lembrar que só no Kintaro tem SAKEDRINE heim!!!).
COMIDAS
Cada região tem as suas comidas típicas, mas as características de uma boa comida de boteco são universais. Devem ser gordurosas, fazer mal a saúde e serem consideradas exóticas por aqueles que não costumam comer em botecos. Um bom tira gosto precisa de no máximo apenas um talher para ser consumido (Hashi!!!). Podemos citar como exemplos: joelho e pé de porco, língua de vaca, dobradinha, chorisso, torresmo, leitoa, costelinha, frango caipira,caldo de mocoto', rabada e frituras em geral (costelinha com misso, dobradinha, karaague, kakiague!!! Oh Yeah!!! Tudo Light!!!).
Se nenhuma dessas iguarias te agrada, sinto muito mas o boteco não é o seu lugar.
Ir a um boteco e pedir bata frita é crime, heresia. Não coma nada, mas não peça batata frita.É broxante.
OUTROS PRODUTOS
Por normalmente serem afastados do centro e/ou em bairros regionais muitos botecos acabam por se tornar em um quebra galho. Por isso botecos genuínos normalmente vendem além do cigarro e do isqueiro, salgadinhos, chocolates (ambos de marcas genéricas), doces caseiros, sorvetes e em alguns casos até mesmo pão, leite e outros artigos de mercearia. Estes são os mais indicados para dar aquele migué na mulher. Praticidade total. (Acreditem ou não: Kintaro tem balas, chicletes e até bombons!!!)
AMBIENTE
Botecos são pequenos, normalmente compostos de um grande balcão e algumas mesas (só tenho 2), daquelas com marcas de cerveja. Nos locais onde é possível, as cadeiras avançam pelas calçadas. Boteco não é lugar para frescuras. Portanto não se surpreenda se o local não for um primor de limpeza e higiene. Normalmente a assepsia, seja ela do balcão, das mesas ou das mãos da pessoa que o serviu é feita com o mesmo pano de prato pendurado no ombro. (opa opa opa!!! Aqui é tudo limpinho, heim!!!) Banheiros não muito convidativos também são típicos destes estabelecimentos e há sempre um vira lata como mascote. (aqui que o texto se engana demais: "Não permitimos animais aqui, nem mesmo se ele for lindinho, fofinho ou cheirosinho!!!")
DONO
Essa é a principal característica de um verdadeiro boteco. Fator decisivo na sua caracterização. Se você for a um bar e dono não estiver lá, pode esquecer, aquele não é um boteco de verdade. Desde os mais old schools, no qual o dono é também o único funcionário até os mais moderninhos, a presença do dono é fundamental para sucesso do boteco. É ele que cativa os clientes, coloca os assuntos do dia em pauta e define toda a logística e o funcionamento do estabelecimento. Eu por exemplo freqüento um boteco cujo horário de funcionamento depende do grau alcoólico do dono. Se ele bebeu demais o bar fecha cedo, se ele vai mais devagar na bebedeira o bar funciona até tarde. Os donos são o termômetro do boteco. (Será?! E o rango da dona Líria?)
Porém a característica inconfundível e máxima de um boteco relacionada ao seu dono é o nome. Se o nome do estabelecimento for o nome do dono, como o Bar do Silvão na esquina de casa, ai não tem erro, você está num verdadeiro boteco."






